Inovação tecnológica e valor de mercado bilionário mostram que “unicórnios” existem. Inclusive no Brasil.

27 de março de 2019

Ainda que seja conhecido como termo folclórico, a palavra “unicórnio” tem ganhado espaço no ramo empresarial.

Ele foi criado em 2013, pela fundadora da companhia Cowboy Ventures, Aileen Lee, para se referir a 39 startups que apresentaram valorização de mais de US$ 1 bilhão.

Além de chamativo, o intuito desse nome é enfatizar a raridade de algumas empresas que conseguem alcançar um valor de mercado tão alto.

Inicialmente, o grupo dos unicórnios era restrito a empresas de software fundadas após2003, com capital privado. Hoje, de acordo com dados da CB Insights , existe um total de 333 unicórnios no mundo, em ramos variados de produtos e serviços.

Desse grupo, os cinco maiores representantes são:

Empresa

Valor de mercado País de origem

Toutiao (Bytedance)

US $ 75 bilhões China

Uber

US $ 72 bilhões EUA

Didi Chuxing

US $ 56 bilhões China

WeWork

US $ 47 bilhões EUA

AirBnb

US $ 29,3 bilhões EUA

 

A expansão dos chamados “unicórnios” mostra que essas empresas não são mais tão raras assim. E uma maior quantidade dessas companhias bilionárias permite traçar algumas semelhanças.

Por exemplo, a maioria dos unicórnios inovaram nos setores em que atuam de forma disruptiva, isto é, mudando completamente a forma como o mercado se comporta através da criação de novos paradigmas tecnológicos. Além disso, essas startups destacam-se por manter um constante posicionamento de inovação e de melhoria do produto ou do serviço que oferecem.

Exemplos disso são o Uber e o AirBnb, que revolucionaram, respectivamente, a lógica do transporte urbano e da hospedagem ao redor do mundo. E, ainda assim, seguem buscando mudanças dentro dos setores em que se destacam como pioneiros.

Esse crescimento desproporcional dos unicórnios está ligado a fatores como uma capacidade de alcance a um número de clientes muito maior (escalabilidade), facilitado pelo uso de novas tecnologias virtuais. O Google e o Facebook, por exemplo facilitaram a difusão de novos produtos e serviços.

Aliado a isso, há uma pré-disposição do mercado a conduzir investimentos de alto risco, apostando em possíveis grandes retornos, desde o cenário econômico de 2008.

A crise ligada a esse ano resultou em taxas de juros baixas ou quase nulas em bancos centrais da América do Norte e da Europa, estimulando a confiança de investidores em setores arriscados e que, no caso, requerem um crescimento rápido para sua predominância de mercado. Em contrapartida, a previsão de retorno financeiro é elevada.

O Brasil não fica de fora desse cenário. O amadurecimento dos respectivos modelos de negócio e o oferecimento de soluções inovadoras para o mercado são razões que levaram seis empresas tupiniquins a entrarem para o grupo dos unicórnios, que  teve um boom em 2018:

Empresa Investimento captado (milhões) Fundação Quando virou unicórnio
99Taxi US $241.3 (2017) 2012 Jan/2018
Nubank US $707.6 (2018) 2013 Mar/2018
Arco Educação IPO 2006 Set/2018
Ifood US $591.9 2011 Nov/2018
Stone Pagamentos IPO 2012 Dez/2018
Gympass Não divulga 2012 Jan/2019

 

Outras empresas nacionais seguem o mesmo rumo das listadas acima para que, no ano de 2019, o Brasil ganhe novos unicórnios.

Alcançar um valor de mercado bilionário ainda é um fato conquistado por poucas companhias. Mesmo assim, é inegável que seu número tem crescido no Brasil, como uma consequência de fatores que unem investimento e inovação tecnológica.

 

Fontes: Distrito; CB Insigjts.

 

 

 

 

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